P.S. "A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade." - Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Mochileiro
P.S. "A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade." - Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Escrevendo sobre escrever (?)
Temos tantas coisas presas em nosso peito, e aquela maldita incerteza que nos impede de agir.
Você sonha tantas vezes em no final do ano, quando tudo terminar tão bem, você pegar umas roupas e viajar. Chega o tão esperado dia, e você não tem dinheiro, você tem medo. Você não tem carona, você tem sono. Você não tem ansiedade, você não tem vontade. E daí, no final desse dia, você reclama por não ter feito nada (e uma prateleira de livros respirando poeira). Escreve-se nos livros, palavras infinitas, para serem lidas, não por olhos merecedores, nem por almas puras. Escreve-se nos livros, para no final de um dia entediante, e de chuva, você ter lido um livro inteiro, e ainda estar em transe com tudo que tu viu e viveu, lendo-o. E talvez, o que eu esteja escrevendo seja tão clichê, que quando alguém ler isso achará estúpido, comparado com o que já foi escrito. Talvez seja tão clichê, que eu nem queira terminar de escrever, enquanto eu não preparar um café.
Qualquer sonho, para uma mente aberta, é uma porta.
domingo, 24 de agosto de 2014
Felicidade, quem é você pra mim?
Tu vê alguém especial na escola, trabalho, rua, ônibus, na cidade, num prédio, na tua casa? Alguém que naquele "oi" te desarma, te derrete, te deixa apaixonado, todos os dias, sempre mais. Alguém que lhe seja o abraço amigo, o coração abrigo, o sorriso mais lindo, o irmão de coração. O que é que te faz feliz, se ser feliz, já fomos tantas vezes na infância? Quem sabe, nós apenas esquecemos do que nós fazíamos que nos fizera tão feliz. As brincadeiras, as manhãs em casa, as tardes na escola, contando as horas para ir embora e a noite ir pra rua brincar. Andar de bicicleta, jogar bola, jogar taco, esconde-esconde, sair com nossos pais, ir jantar fora, ficar com sono e dormir as 21 horas, a falta de expectativa, a falta de noção, a falta de interesse pelo que nos rodeia, o sorriso aberto para pessoas novas, a falta de vergonha, as canções na escola, ser o ajudante do dia da tua turma, bolo no aniversário, expectativa por presentes legais, receber brinquedos supimpas, a prender a ler, aprender a escrever, aprender a amarrar os sapatados, fazer embaixadinha com a bola, conseguir jogar a boa de basquete na tabela e marcar o ponto, ganhar do irmão mais velho em algo, ser apoiado pelo irmão mais velho, ver seu pai como um super-herói, receber café na cama, ir na piscina no verão, gabaritar uma prova, passar de série, desfilar no 7 de setembro...
Coisas bobas que nos fazem felizes, onde estão vocês?
Achar uma música famosa, que ouvi na infância, me deixa contente. Saber que você ouvia Pink Floyd, Johnny Cash, Barão Vermelho, The Beatles, ou melhor, saber que seus pais gostam dessas bandas, que do alto dos teus 17 anos, tu idolatra. "Ah, como eu queria ver um show dos Beatles", sonhar acordado, ver uma semblante angelical traçar uma rota até você. O que me faz feliz? Escrever textos, ler os mesmos uns dias depois e pensar "escrevo bem, mas que bobagem foi essa?", aprender a tocar instrumentos novos, tocar músicas novas, tocar um acorde novo, compor uma canção que eu realmente considere boa, comprar livros novos, ler livros, sorrir sozinho para as paredes, contar segredos aos meus travesseiros.
E aí, o que te faz feliz hoje, amanhã e sempre? Já sabe o que fazer pra ser feliz? A resposta é simples: Viva pelo prazer de se encontrar aqui, e não pela obrigação de estar aqui, e depois noutro lugar em tal hora. Viva para que um dia, quando tu se olhe no espelho, se veja como tu queria ser um dia.
Senão, apenas viva.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Sobre laços eternos, que nos fazem crer que o mundo pode ser melhor
Só pra viver em paz
Se eu ouço com atenção o que tu diz, é por que o que tu diz é pra ficar comigo. Talvez eu esteja gravando tudo na minha mente, para toda noite, antes de dormir, ouvir tua voz dizer meu nome, em um tão baixo, cada vez baixo, e tão suave, que adormeço antes do relógio perder a noção do tempo. E se eu dispenso o abraço teu, é pesadelo. Se eu borrar o batom, é sonho meu. Se eu te olhar nos olhos e te abraçar, é verdade de ateu. E se eu sonhar contigo, é a nossa verdade.
E se sentarmos e tomarmos um café literário, no sofá de casa? "E se". E se esse "e se" fosse algo tão forte, que somente em dizer "e se", todos os nossos medos fossem juntamente dizimados. O que nos impediria de sorrir todos os dias da nossa vida? Talvez fossemos mais tristes, em saber que não haveria nada para se impor contra nós. Será por isso que gosto tanto de estar com você? O sentimento de sempre haver algo para nos parar, e fazer com que seguremos nossas mãos e enfrentarmos juntos?
É só lembrar que o amor é tão maior...
E então vamos, "ao infinito e além", e contamos estrelas no céu, e dormimos no espaço. Poder ouvir o vento passar, ver as ondas baterem, sentir as flores murcharem, envelhecer com um relógio sem pilhas no pulso, com a mesma data marcada: O dia que nos conhecemos. Ao menos serei feliz todo dia que eu for olhar a hora. Mas se não rimos um do outro, meu amor, choremos o nosso livro. É só ir de encontro a paz (mas sinto que faço isso quando vou de encontro a você). Eu mereço, enfim, o fim dos tantos "poréns", afins, de tantos "quase", perdidos em tantos amuletos da sorte que usei com você, pondo fim em hesitar, sequenciando na perda do sereno "sabe", e dizimando a intriga do "entenda"? Ao menos um por do sol.
Guarde um sonho bom pra mim, que hoje eu só chego depois das 18 horas.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Texto de garrafa
Vezenquando me flagro sonhando acordado. Às vezes me parece que eu literalmente durmo acordado, e de repente estou noutro lugar. Não sei se isso é bom, eu queria falar sobre a vida, mas há tanto amor preso em mim. Ou talvez algo que eu pense ser amor, mas que não quer continuar dentro de mim, e eu sigo a procurar alguém com quem dividir isso, e me pergunto: escrevo à quem? E o pessimismo que tá aqui, em forma de um agouro. Um monstro me devorando pelas pernas, para eu não correr ao otimismo.
Não precisa ser demonstrada qualquer emoção, nem chore pelo que vai vir. Há guerra no meu coração, e eu estou no fogo cruzado, e consome minhas forças pra dizer: Calma, vamos tomar um café. Estou ouvindo Kansas, umas das maiores bandas! Sem dúvida alguma, canções traduzem nossa alma, e eu me pergunto: E se um dia todas as combinações possiveis de palavras, acabarem? Como vou dizer àqueles que eu amo, coisas legais sem plagiar um livro? Entre uma letra e outra já tocou Creedence Clearwater, e agora estamos em Os Cascavalletes.
Por que a gente não aceita a vida como ela é?
Pra que mudar? Por que a vida que temos não seria perfeita? Por que sonhar com tudo diferente, e continuarmos iguais? Nossos sonhos de uma vida perfeita, valem a pena serem perseguidos? Vale a pena sacrificar amizades e amores em busca do prazer da vitória que tu vai sentir sozinho?
Nada vai ser igual como a gente quer. Embora haja opções, embora a gente possa tentar, mas a vida é maior que o nosso ego. E não somos obrigados a alimenta-lo. Não tente ser perfeito num mundo cruel. Somos crueis por natureza, sem haver hipocrisia numa tentativa frustrada de ser perfeito.
Nem sei como cheguei aqui, mas estou feliz.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
À Você
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Pra você.
Uma história de amor, com quatrocentas páginas. Um café com cinco colheres de açúcar. Uma cama, e meu amor deitada nela. Uma noite perfeita, escondida no meu bolso. As estrelas estavam lá em cima, brilhavam mais que as luzes dos postes, e o seu olhar era tão belo quanto. E eu te vejo nas minhas lembranças, e vejo o quão idiota fui, sabe, perdi (perdemos) tanto tempo pensando no que dizer, quando era só lhe roubar um beijo, um amor, um suspiro.
Eu me sirvo mais um café, enquanto tento ler. "O que é o amor?", eu perguntei a mim mesmo, e no mesmo instante em que formulo esta frase, o vento que atravessa a cidade, beija meu rosto, como resposta as perguntas e solução aos problemas. A resposta, que procuro para a minha pergunta, se encontra no seio do meu amor. Continua na curva do seu sorriso, e desce com a sua cintura.
Eu lembrei que o sorriso dela, é o resumo do meu texto de filosofia, que terei que entregar semana que vem, e eu lembrei também que ela está do outro lado da cidade. A cidade cinza está, com o clima frio, e a chuva fina e suave repousando onde tocar. Assimilo essa chuva a voz dela. Assimilo esse clima frio ao corpo dela que não está envolto aos braços meus. Assimilo a cidade cinza a previsão do tempo, e as nuvens que rondam o mundo.
A vida é esse oxigênio que te rodeia.
O amor é isso que tá fazendo teu coração acelerar.
A mescla de tudo isso, é você, meu amor.